Olha meu nome lá! É a tal da matéria que eu comentei aqui, sobre como o mundo corporativo está começando a prestar atenção na água.
Também dá pra ver um trecho aqui, na página de degustação.
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Mais coisas que eu já fiz, aqui.
Algumas coisas eu deveria ter aprendido em São Paulo, que não é assim tão diferente de NYC. Também é grande, e cheia de gente, e diversa, e trabalhadora, e megalópole. Acho que as duas cidades requerem habilidades bem parecidas de sobrevivência. Mas a Big Apple já me ensinou uns truques novos. Ei-los:
Andar rápido. Eu moro a uma caminhada de dez minutos do metrô. Não é muito nem é longe. Mas são dez minutos. E num passo apertado, dez viram cinco. E como diria a música, se tempo é dinheiro eu também quero ganhar.
Academia é para os fracos. Ou melhor, para quem trabalha o dia inteiro no computador. Algumas outras profissões são um verdadeiro exercício.
Correr para o metrô. Como diz meu amigo M., “corra mesmo que o trem não esteja na estação.” Especialmente nos fins de semana, quando o número de trens circulando diminui bastante e os intervalos aumentam consideravelmente, uns passinhos mais rápidos podem ser a diferença entre chegar pontualmente ou se atrasar uma hora.
Fotografia analógica é cara em qualquer lugar. Mas se você ganha em dólar o bolso fica um pouquinho mais feliz. E a loja-galeria da Lomographic Society International de NY tem um laboratório próprio, com uma tabela de preço bem amigável para os lomográfos. Não que seja baratinho, mas pelo menos é mais fácil saber quanto o seu filme 120-x-pro-puxadodois pontos-revelar-e-escanear vai custar no final das contas. (São 14 dólares, e eu busco o meu ainda essa semana)
Sempre andar com um guarda-chuva na bolsa. Em São Paulo eu podia passar dias sem pisar na calçada e, portanto, tomar conhecimento do clima na rua. Era casa-elevador-garagem-carro-garagem-elevador-escritório e vice versa. Aqui não tem disso. E o clima da Big Apple consegue ser quase tão esquisofrênico quanto o de São Paulo, por isso o guarda-chuva é meu melhor amigo. O próximo passo são galochas de plástico.
Sempre ouvir os anúncios do condutor do metrô. De uma hora para a outra, os trens aqui resolvem mudar de idéia e ir para casa. Principalmente quando é de noitão, e principalmente depois que você deu um duro danado durante o dia. Na pior das hipóteses, sempre dá para seguir a massa quando todo mundo decide sair ao mesmo tempo e pegar o outro trem do outro lado da plataforma. Mas ao mesmo tempo isso também pode significar fazer uma baldeação errada junto com a horda de mexicanos que descem em Queensboro Plaza e seguem pela linha 7 para a estação Jamaica.
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Mais sobre eu/NYC? Aqui.
(Esse post tem updates)
Os americanos têm uma expressão muito interessante para resumir o problema do petróleo. “Peak oil.”
Peak oil representa o momento em que a extração global de petróleo atinge o seu máximo. Isso em si não é um problema, a não ser pelo fato de que dali pra frente o cenário é ladeira abaixo (e bem literalmente, no caso de um gráfico). É aí que começam os problemas. Se os estoques só vão diminuir, rapidamente os preços vão aumentar, e em pouco tempo o que era commodity vira luxo.
Talvez não seja muito absurdo dizer que peak oil é o momento em que os carros vão começar a se tornar obsoletos.
Claro que, no país do pré-sal que ainda nem foi distraído extraído e já tem os lucros comprometidos (distraída fui eu, haha. A propósito e update: acabei de ler um texto sobre os efeitos da exportação de petróleo na economia de um país, no blog Sustentabilidade é Pouco. Excelente leitura.), a idéia de peak-oil fica parecendo uma coisa anacrônica. Coisa do próximo milênio, dos netos do nossos netos. Mas aqui na gringa o problema já está no radar.
Um bom exemplo de como a idéia de peak oil aparece aqui e ali é um texto que eu li na Good Magazine. É um artigo do canadense Bryn Davidson, que é diretor executivo de uma ong baseada em Vancouver, a Dynamic Cities Project. Eis um pedaço, malemá traduzido:
“Quando você começa a estudar o peak oil e o aquecimento global, o mais importante é o quão rápido eles acontecem. A tecnologia tem um papel importante [em minimizar os efeitos], mas não é capaz de tudo. (…) Modelos numéricos mostram que nós simplesmente não vamos ter combustível (e biocombustível e carros elétricos) para usar mais estradas do que nós temos hoje.”
(By the way, comecei a ler essa revista no exato mesmo dia em que o Serra anunciou as obras de ampliação da marginal. Quase chorei. Num próximo post eu conto por quê.)
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Para saber mais sobre peak oil: começe pela wikipedia, siga para este texto do Richard Heinberg, que defende que o dia 11 de julho seja o dia do Peak Oil, veja o peakoil.com e o peakoil.net.
Outros pensamentos sobre problemas afins, aqui.
Foi um dia longo, mas não ouso dizer que foi tão grande (as in “great”) assim.
O ponto alto do feriado foi ter conhecido, finalmente, a praia. Desde que cheguei estava com isso na cabeça. E a idéia de chegar à praia de metrô, da mesma maneira que se chega a qualquer outro lugar… para uma paulistana “nascida e criada”, é genial.
Mas o destino escolhido pelos meus companheiros-guias-turísticos não era tão acessível assim. A títúlo de ilustração, saímos de casa as 9h30 da manhã, chegamos à praia, pé na areia, às 14h. Foi um metrô até a Penn Station, um trêm perdido às 9h45 e outro às 10h10, um trem finalmente às 11h10, outro trem quase duas horas depois, e finalmente uma viagenzinha de barco até a vila de Cherry Goat, em Fire Island.
Eu não sei o que eu imaginava, mas foi um pouco decepcionante conhecer a paisagem. Nada exuberante, nada “clima de praia” como estamos acostumados. É só areia e mar, e lá atrás, lá longe, um capinzinho que cresce na areia (que eles chamam de dunas, haha), e mais lá longe umas casinhas. Nada de barzinhos, nada de quiosques. Música? Só dos farofeiros que levaram seu próprio radinho de pilha. Beber também não pode, mas todo mundo leva sua sacolinha térmica. Aliás, sacola térmica entre muitos outros apetrechos… Para os americanos, ir à praia não é muito diferente de acampar. Vi umas quantas barracas Coleman, mochilas enormes, cadeiras dobráveis (não daquelas legais de tomar sol, mas daquelas de ficar sentadinho em volta da fogueira, sabe?).
Tinha também umas pessoas nadando peladas, umas drag queens muito bem vestidas, e umas sapatonas horríveis fazendo topless. É um detalhe importante: Cherry Goat é uma das praias mais gay-friendly da região. E junte-se a isso o fator Independece Day (gays e lésbicas aqui levam a independência muito a sério, acreditem), o lugar parecia um circo. Civilizado e funcionando como uma maquininha, como tudo que é americano que se preze, mas um circo.
E, por menos que pareça, foi um ótimo passeio.
4 de julho, hoje. Diz o meu amigo Ryan que eh o maior evento do verao norte americano.
Ontem o Empire State estava iluminado com as cores branco, azul e vermelho (as cores do predio sao uma especie de cabecalho do Google ao vivo, sempre homenageando alguma data comemorativa, por mais esquisita ou remota que seja).
Hoje, estamos a caminho da praia: Fire Island.
Mais tarde, fogos na beira do Hudson River, que separa NY de Nova Jersey. Aparentemente eh a primeira vez em muitos anos que a queima de fogos acontece daquele lado de Manhattan.
Conto o resto mais tarde
Ja estamos no trem, yay.
(Esse post tem updates. Veja abaixo)
Dia 5 de junho passado foi o Dia Mundial do Meio Ambiente. Confesso que prestei zero atenção a esse assunto e que às vezes essas datas comemorativas me cansam.
Mas, descobri ontem, uma coisa muito legal aconteceu nesse 5 junho: o lançamento mundial, multiplataforma e irrestrito do filme HOME. Ontem mesmo comecei a ver os primeiros minutos e posso dizer, é de tirar o fôlego. A história é toda composta de imagens aéreas, impressionantes, e um texto bem didático, narrado pela excepcional Glenn Close. Nos bastidores do filme, mais um nome de peso: Luc Besson, diretor e co-autor de O Quinto Elemento, entre outros, decidiu distribuir o filme gratuitamente por meio da sua distribuidora EuropaCorp.
É um longa metragem, então separe aí uma boa hora e meia para ver o filme inteiro:
E, como eu sou legal e sei que todo mundo tem uma vida corrida, vou deixar aqui o trailer só para dar uma água na boca:
Eu gosto muito que esse projeto une duas discussões que me interessam muito: a necessidade latente de mudar o jeito que a humanidade consome recursos naturais e a necessidade (não tão urgente, mas igualmente inevitável) de repensar a maneira como enxergamos os direitos autorais. Claro que nesse caso o objetivo maior é que o filme seja visto por muita gente, e não necessariamente construir um novo modelo de negócio audio-visual. Mas está aí, é de graça e pede o seu incentivo para ser divulgado. E isso até ontem era chamado pirataria.
Update: aparentemente alguns vídeos não estão disponíveis em certas regiões por questões de direitos autorais (e eu aqui falando bem da distribuição na internet… tsc, tsc). Para facilitar a vida de quem possa ter tido esse problema, e de curiosos afins que possam querer ver mais coisas sobre o Home Project, clique aqui para ver a lista completa de todos os vídeos publicados no canal Home Project do youtube. Tem vários making of diferentes, dá vontade de ver todos.
O nome do projeto vem de Help Our Mother Earth, e em português o nome ficou HOME – O Mundo É A Nossa Casa. Vi no blog da Renata.
O negócio é o seguinte. Com a vida mudada para NYC, é meio natural que o blog mude um pouquinho de vocação e passe a falar também da vida aqui, das minhas percepções sobre as coisas, de coisas legais que acontecem na cidade. São coisas que eu quero compartilhar e não faria o menor sentido criar um blog novo para manter esse aqui focado só em sustentabilidade. Quer dizer, talvez até fizesse bastante sentido, mas daria muito trabalho.
E, como o universo da sustentabilidade ainda continua, e muito, no meu radar, achei por bem organizar uma seçãozinha com os links mais interessantes das notícias mais legais de sustentabilidade que eu encontro por aí. Simples e eficiente, para manter a conversa-verde rolando no blog.
A princípio vou brincar de fazer isso quando der, mas a idéia é no futuro fazer um post desse por semana. Então, já sabem, se encontrarem por aí alguma notícia que caiba nos links, pode mandar pra cá. Também aceitamos sugestões de nomes pra esse projeto de seção.
Bom apetite:
Makea é o nome de um coletivo espanhol que incentiva as pessoas a adotarem um estilo faça-você-mesmo em relação a mobília e decoração. Veja aqui, no artigo do TreeHugger. (PS: no melhor estilo vamos-produzir-menos-lixo, eu e a descalça levamos o secador de cabelos aqui de casa para consertar numa lojinha aqui no bairro — o dito cujo pifou após um mergulho duplo-carpado no chão. Só tinha quebrado a hélice, coisa simples. Adivinha se o shop consertou? Acertou quem respondeu não. Um secador inteirinho, faltando só uma hélice, vai para o lixo jajá. Triste, né?).
Pão de Açúcar, Wal Mart e Carrefou não vão mais comprar carne de frigoríficos acusados de ligação com pecuaristas ilegais na Amazônia. Se isso não é uma boa notícia, eu não sei o que é. Ponto para as três! Leia no blog do Planeta, da revista Época.
Embalagem zero é um post do blog da Andrea Vialli, do Estadão, sobre a loja londrina Unpacked. Comida orgânica a granel e sem embalagem (tem que trazer de casa). Acho uma ótima referência de como dá pra ser radical sem perder a elegância e sem ficar com cara de ecochato. Pelas fotos e pelo site, a loja é um charme.
Um post no blog da Gisele Bündchen (pois é, descobri hoje e, vou dizer: é legal) sobre o risco de extinção dos sapos me fez lembrar de uma matéria de uma New Yorker do mês passado que eu queria ter comentado antes. Ao que tudo indica, estamos vivendo o que os especialistas chamam de a sexta onda de extinções em massa da história do planeta. A principal diferença entre esta e todas as outras (como a que matou os dinossauros), é que esta é mais lenta e (hm-hm) provocada, ainda que indiretamente, por nós.
O grupo Oglivy está criando toda uma agência de propaganda especializada em sustentabilidade, a OglivyEarth. Quem conta é o blog Empresa Verde da Época Negócios. Eu gosto particularmente do fato de que é uma agência inteira sendo criada, não um mero departamento. É uma boa oportunidade para organizar e desenvolver os mindsets específicos da comunicação em sustentabilidade. Afinal vender sustentabilidade é *um pouquinho* diferente de vender o resto, né?
Desde a primeira vez em que eu ouvi falar do lixão do Pacífico, tive certeza de que seria preciso uma bela imagem para convencer as pessoas do tamanho do problema. Aliás, antes mesmo de acreditar que o lixão do Pacífico era um fato, eu saí googleando a procura da foto que comprovasse o fato. (Depois continuei procurando imagens, aqui e aqui)
Daí eu descobri que não podia ter uma foto. Que o lixão é formado de pedaços minúsculos, infotografáveis.
É uma pena jornalística, mas a história perde muito sem a imagem.
Até que chegam os talentosos infografistas da Good Magazine e explicam o infotografável em um infográfico brilhante. Veja aqui.
(Dica — excelente — do Gabriel)
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Mais sobre o lixão do Pacífico, aqui.





