zero impacto. ou quase lá.
Uma das primeiras coisas que me fez achar que o mundo tem solução veio desse blog aqui: No Impact Man. É o blog dum cidadão novaiorquino que decidiu se tornar uma pessoa zero-carbono. Sem, é claro, comprar cotas de reflorestamento. O cara foi fundo: mudou o jeito de comer, de se transportar, de consumir e até uma fazenda de minhocas ele botou na cozinha. (É meio *eca* a história das minhocas, mas, na hora que entendi o quanto elas economizam de restos orgânicos que caso contrário iriam pro lixão, quase encaminhei a dica pra minha mãe e pra minha tia, que moram em sobrados espaçosos e poderiam fazer isso na boa. Mas era muito **eca** mesmo).
Enfim, o Colin Bevan, que é o tal do No Impact Man, me fez achar que fazer parte bastava. Que dava pra viver de fazer a sua parte das coisas. Dava inclusive pra inspirar mais gente do que você conhece pessoalmente (vide o blog dele) e até ganhar dinheiro com isso: a experiência toda de viver sem emitir (muito) carbono vai virar um livro.
Até que, um post recente bastante simples, me fez entender que querer não é o suficiente. Não basta ver as coisas com outros olhos, apesar de eu ter certeza de que isso já constituiu um grande começo. O problema é que para fazer a diferença de verdade a zona de conforto tem que ficar bem pra trás. O tal do post é esse aqui, uma lista (não muito bem editada, convenhamos) de 40 passos para uma vida verde. Dos 40 passos (não são exatamente coisas que você tem que fazer, mas jeitos de chegar lá), só meia dúzia entraram na minha listinha. Mesmo excluindo todos os pontos relacionados a bicicletas (eu tenho que admitir: morro de medo de andar das magrelas. Mas, hey, ciclistas, vocês têm toda minha simpatia e apoio), ainda temos muuuuito chão pra andar.
Portanto, minhas próximas metas são:
> menos embalagens. E isso será um problema, porque eu aaamo porções individuais de qualquer coisa. E as embalagens metalizadas (Doritos e afins) estão ainda mais na minha mira: elas não são recicláveis! (Outro dia eu explico melhor essa história)
> menos água. Sinônimo de trocar o reparo da descarga. Eu odeio esse tipo de manutenção na casa, nessas horas eu queria contratar um marido.
> menos carne. Joguem as pedras! Nem eu mesma estou completamente convencida de que esse é o caminho, mesmo depois de ter lido a explicação do No Impac Man. Mas o universo tem me sugerido umas coisas nesse sentido. Então, como parar de comer carne por enquanto está fora de cogitação, menos carne já está bom demais.
Três metas. Depois disso vira fase dois.

só uma dúvida que o cara me deixou… biológicamente falando é impossível ser carbono neutro e estar vivo… a principal função que nos mantém vivos é a respiração – entra O2 e sai CO2!!!
Além disso, reduzir as emissões de dióxido de carbono, é importante, mas manter CO2 na atmosfera é igualmente importante! o efeito estufa é o que mantém a vida na Terra!!!
Estou realmente preocupado com questões “verdes”, mas acho que temos que buscar uma vida sustentável e mostrar preocupação imediata sem ser “ecochato” – afinal vamos falar a verdade imaginem em São Paulo todos andando de bicicletas (eu moro a 8 km do trabalho, a 42 dos meus pais – tá certo que tô precisando de exercício, mas há limites!!!)
Acho que a chave pra tudo isso é a tecnologia e consciência! Economizar em supérfluos, ok, mas sem perder qualidade de vida!
Bom ponto, Baza. Eu até relativizei em alguma parte do texto, dizendo que a idéia era viver sem emitir muito carbono.
E eu concordo que pra tudo há limites, mas pense: talvez seja a própria idéia de qualidade de vida que a gente tenha que ressignificar.
Eu gosto da descarga potente. Me incomoda muito mais os aquecedores de água à gás. Quem tem aquecimento à gás precisa ligar o chuveiro uns 5 minutos antes para esperar a água esquentar. Como é que isso é econômico?